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Relatório e slides: funções diferentes na apresentação

Como preservar os resultados completos no relatório e levar aos slides apenas resultados centrais, contexto e síntese visual legível.

Faculdade PertoPublicado em 5 min de leitura

Quando os resultados completos já estão documentados no relatório, os slides não devem reproduzi-los integralmente. A apresentação deve selecionar os resultados centrais, organizá-los em poucos pontos explicativos e usar recursos visuais que favoreçam a compreensão. No contexto acadêmico descrito pelas fontes, o trabalho escrito já faz parte da avaliação, por isso a exposição oral não precisa repetir todo o documento.[1, 2]

A divisão de funções entre relatório e slides

O relatório conserva a demonstração detalhada dos resultados. Os slides, por sua vez, apresentam uma seleção orientada pela exposição oral. Essa divisão evita tratar a apresentação como se ela fosse uma aula extensa ou uma reprodução visual do texto, abordagem associada ao excesso de slides e de informações.[1]

Isso não significa que o documento e a apresentação estejam desconectados. Ambos comunicam o mesmo trabalho, mas em níveis diferentes de detalhamento. Como o conteúdo completo já está registrado por escrito, os slides podem reservar espaço para aquilo que precisa ser visto e compreendido durante a fala: resultados centrais, contexto indispensável e uma síntese visual do panorama.[1, 2, 3]

O critério editorial, portanto, não é transferir páginas do relatório para a tela. É decidir qual parte do material documentado precisa aparecer para sustentar a compreensão da exposição naquele momento. Essa orientação é compatível com a recomendação de apresentar somente os resultados centrais e distribuí-los em poucos pontos explicativos.[2]

Como selecionar os resultados que entram

Um resultado merece espaço nos slides quando participa diretamente da mensagem central da apresentação. Como procedimento editorial derivado das fontes, a seleção pode começar pela identificação das principais contribuições do trabalho e, depois, pela escolha dos resultados necessários para explicá-las. A fonte recomenda destacar essas contribuições após a apresentação dos resultados.[3]

A seleção pode ser feita com três perguntas:

  1. Este resultado é central para compreender a contribuição destacada? A apresentação deve priorizar resultados centrais, não a totalidade dos dados documentados.[2]
  2. Ele precisa aparecer visualmente ou pode ser explicado pela fala? Imagens e outros recursos visuais podem facilitar a compreensão, enquanto textos extensos prejudicam a legibilidade.[2]
  3. Qual é o menor contexto necessário para que o resultado seja entendido? A orientação de distribuir os resultados em poucos pontos explicativos favorece uma contextualização seletiva.[2]

Esse filtro mantém no relatório a demonstração completa e reduz nos slides a competição entre informações secundárias e resultados prioritários. Ele também preserva a função da fala, pois a exposição não precisa repetir tudo o que já foi apresentado no documento escrito.[1, 2]

Uma rota para ler demonstrações sem misturar funções: infográfico ilustrado do curso Português Instrumental de Contabilidade Economia e Administração
Infográfico: Uma rota para ler demonstrações sem misturar funções · material do curso de Português Instrumental de Contabilidade Economia e Administração

Síntese visual não é simples redução de texto

Encurtar um parágrafo do relatório não produz automaticamente um slide legível. Textos extensos, referências em excesso e letras pequenas prejudicam a leitura dos slides. Por isso, a síntese precisa reduzir a quantidade de informação exibida e organizar os resultados em poucos pontos explicativos.[2]

Quando os dados permitirem, uma figura capaz de sintetizar seu panorama pode apoiar tanto a apresentação quanto a redação do trabalho. Esse recurso não substitui o resultado documentado. Ele oferece uma visão concentrada do conjunto que está sendo explicado.[3]

A decisão entre texto e recurso visual deve considerar a função comunicativa de cada elemento. O texto pode nomear o resultado e oferecer o contexto mínimo; a figura pode sintetizar o panorama dos dados; e a fala pode desenvolver a explicação sem sobrecarregar a tela. Essa distribuição é uma aplicação editorial das recomendações de limitar os pontos explicativos, usar recursos visuais e evitar textos extensos.[2, 3]

Legibilidade também exige renúncia. Se a inclusão de mais detalhes levar a letras pequenas, referências excessivas ou blocos extensos, esses detalhes devem permanecer no relatório. A fonte identifica justamente esses elementos como prejudiciais à legibilidade dos slides.[2]

Do número registrado à projeção: três camadas que não devem se confundir: infográfico ilustrado do curso Português Instrumental de Contabilidade Economia e Administração
Infográfico: Do número registrado à projeção: três camadas que não devem se confundir · material do curso de Português Instrumental de Contabilidade Economia e Administração

Exemplo compacto de seleção

Considere um relatório com vários resultados documentados e uma contribuição principal já identificada. Em vez de transportar toda a demonstração para os slides, a apresentação pode mostrar o resultado diretamente relacionado a essa contribuição, acrescentar poucos pontos de contexto e incluir uma figura que sintetize o panorama dos dados. Os resultados complementares continuam no relatório, onde a demonstração completa já está registrada. Essa organização segue as recomendações de priorizar resultados centrais, destacar contribuições e empregar uma figura de síntese quando ela apoiar a compreensão.[1, 2, 3]

O exemplo não estabelece uma quantidade universal de slides ou de resultados. As fontes fornecidas recomendam poucos pontos explicativos e controle do excesso de informação, mas não definem um número fixo aplicável a toda apresentação.[1, 2]

A relação entre slide, documento e fala

O slide não precisa carregar sozinho toda a explicação. Quando a tela apresenta os resultados centrais, o contexto indispensável e uma síntese visual legível, a fala pode estabelecer as relações entre esses elementos. O relatório permanece como o local da demonstração detalhada, sem exigir que essa demonstração seja projetada integralmente. Essa divisão decorre da orientação de não repetir todo o trabalho escrito e de limitar os slides aos resultados centrais.[1, 2]

O ensaio ajuda a verificar se a seleção funciona dentro do tempo disponível e pode melhorar a comunicação da exposição. Durante esse ensaio, é possível observar se os poucos pontos escolhidos sustentam a explicação ou se a apresentação depende de informações que não aparecem nem na tela nem na fala. A recomendação expressa da fonte é ensaiar para controlar o tempo e melhorar a comunicação.[3]

A relação curricular desse critério editorial com leitura, análise e comunicação está indicada em conteúdo relacionado do curso.

Em síntese, o relatório responde pela demonstração completa, enquanto os slides selecionam o que precisa ser percebido durante a exposição. Resultados centrais, contexto indispensável e síntese visual permanecem na tela; detalhes que causariam excesso de informação ou perda de legibilidade permanecem no documento.[1, 2, 3]

Fontes consultadas

Obras e aulas usadas na redação deste guia. Os números no texto levam a elas.

  1. Como Fazer Apresentação de Slides | Artigo, TCC, Dissertação e Tese, Pesquisa na Prática, tempo 00:01:05–00:02:03
  2. Como Fazer Apresentação de Slides | Artigo, TCC, Dissertação e Tese, Pesquisa na Prática, tempo 00:13:17–00:14:08
  3. Como Fazer Apresentação de Slides | Artigo, TCC, Dissertação e Tese, Pesquisa na Prática, tempo 00:14:11–00:15:04

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