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O que ETL significa no Power Query do Excel

Entenda as etapas de extração, transformação e carga no Power Query e como escolher entre planilha e modelo de dados no Excel.

Faculdade PertoPublicado em 5 min de leitura

ETL significa extrair, transformar e carregar dados. No Excel, o Power Query relaciona essas três operações em uma consulta: obtém os dados necessários, organiza as transformações e envia o resultado para uma planilha ou para o modelo de dados interno. Assim, ETL descreve um fluxo completo de integração, não apenas uma etapa de limpeza.[1]

ETL como sequência operacional

As letras de ETL representam três momentos conectados. A extração seleciona, em uma fonte, o subconjunto de dados necessário. A transformação limpa e estrutura os valores obtidos. A carga entrega o conjunto resultante a um destino.[1]

A ordem é importante porque cada etapa produz a entrada da seguinte. Primeiro existe uma origem da qual retirar dados. Depois existe um conjunto que precisa ser preparado. Somente então o resultado é colocado no ambiente em que será utilizado. Essa separação ajuda a entender em qual parte do fluxo uma decisão está sendo tomada.[1]

No Power Query, essas operações podem ser reunidas e automatizadas em uma consulta. A ferramenta conecta fontes, aplica transformações e carrega o resultado na planilha ou no modelo de dados interno.[1]

Extração: definir o que entra

Extrair não significa necessariamente trazer todo o conteúdo disponível. No conceito de ETL fornecido, a extração busca o subconjunto necessário em uma fonte.[1] A decisão central dessa etapa é, portanto, definir de onde os dados virão e quais informações participarão do fluxo.

Uma página web pode funcionar como origem: o Power Query permite informar o endereço da página no conector de origem web para importar dados.[1] Esse é um exemplo de conexão com uma fonte, mas não representa todo o ETL. A importação produz a matéria-prima que ainda poderá passar pelas etapas de preparação antes da carga.[1]

A extração também deve ser distinguida do destino. A fonte responde à pergunta sobre de onde os dados são obtidos; o destino responde à pergunta sobre onde o resultado preparado será colocado. Essa distinção decorre da própria divisão do ETL entre extrair e carregar.[1]

Transformação: limpar e estruturar

Transformar é preparar o conjunto extraído. Essa etapa abrange a limpeza dos valores e a estruturação dos dados antes da carga.[1] No Power Query, as etapas da consulta podem ser organizadas para realizar essa preparação.[1]

A transformação ocupa uma posição intermediária: ela recebe o que foi extraído e produz o conjunto que será carregado.[1] Isso permite pensar na consulta como uma sequência coerente, em vez de tratar cada ajuste como uma ação isolada.

Limpeza e estruturação não são sinônimos de análise final. Dentro do recorte do ETL, elas preparam os dados para o destino escolhido. A etapa analítica posterior dependerá do que foi carregado e de onde esse resultado foi disponibilizado.[1]

Carga: planilha ou modelo de dados

Carregar significa enviar o resultado transformado para um destino. No Power Query, esse destino pode ser uma planilha ou o modelo de dados interno.[1] A carga encerra o fluxo de ETL descrito aqui, mas também estabelece o ponto de partida para o uso seguinte dos dados.

Quando o resultado é carregado em uma planilha, o destino do fluxo é a própria planilha. Quando é carregado no modelo de dados, o resultado passa a integrar esse ambiente interno. Ambas as opções pertencem à etapa de carga; o que muda é o lugar em que os dados preparados serão usados.[1]

O modelo de dados ganha relevância quando a análise precisa reunir fontes diferentes ou criar relações entre elas. O Power Pivot pode importar informações externas à pasta de trabalho, consolidar fontes distintas e estabelecer relacionamentos. Um mesmo modelo pode reunir tabelas do SQL Server, dados do Access e conteúdo de um arquivo de texto.[2]

Portanto, escolher o destino não é apenas decidir onde guardar o resultado. A escolha delimita a estrutura disponível para a etapa analítica seguinte. Se o trabalho termina no conteúdo carregado em uma planilha, esse é o destino correspondente. Se o objetivo envolve consolidação de fontes e relacionamentos, o modelo de dados oferece a estrutura descrita pelo Power Pivot.[1, 2]

Consulta reaplicável e exemplo compacto

O Power Query automatiza o fluxo de conexão, transformação e carga.[1] Além disso, as etapas da consulta podem ser organizadas para limpar e preparar os dados antes que sejam carregados.[1] Nesse sentido operacional, uma consulta atualizável é um processo definido que pode voltar a aplicar a sequência preparada, em vez de depender da reconstrução conceitual de cada etapa.

Considere uma consulta cuja origem seja uma página web. A extração conecta essa fonte e obtém o subconjunto necessário. A transformação limpa e estrutura os valores. A carga envia o resultado para uma planilha ou para o modelo de dados.[1] Se o destino for o modelo, esse resultado poderá participar de uma estrutura que consolida fontes e estabelece relacionamentos por meio do Power Pivot.[2]

Esse exemplo mostra o limite da explicação: ETL organiza o percurso entre origem, preparação e destino. Ele não determina sozinho qual análise deve ser realizada depois. A decisão entre planilha e modelo de dados depende do uso analítico pretendido e dos recursos necessários na etapa seguinte.[1, 2]

Esta explicação funciona como introdução conceitual à integração de dados apresentada no conteúdo relacionado do curso.

Fontes consultadas

Obras e aulas usadas na redação deste guia. Os números no texto levam a elas.

  1. Microsoft Excel 365 Bible 1, Michael Alexander, Dick Kusleika, capítulo 42
  2. Microsoft Excel 365 Bible 1, Michael Alexander, Dick Kusleika, capítulo 39

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