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Boring ou bored: quem causa e quem sente em inglês?

Entenda como -ing indica a causa de uma reação e -ed descreve quem a sente, evitando trocas que alteram o sentido em inglês.

Faculdade PertoPublicado em 5 min de leitura

Use boring para apresentar algo ou alguém como fonte de uma reação e bored para descrever o estado de quem experimenta essa reação. Assim, dizer que uma pessoa is boring atribui a ela a característica de provocar tédio, enquanto dizer que ela is bored informa que ela sente tédio. A troca da terminação modifica o papel semântico atribuído ao substantivo.[1]

A diferença central entre -ing e -ed

Nos adjetivos ligados a reações, a forma em -ing caracteriza aquilo que produz ou desperta a reação. A forma em -ed caracteriza quem está afetado por ela. Portanto, a escolha não depende apenas de qual palavra parece mais familiar: depende da relação entre o substantivo descrito e a reação mencionada.[1]

A pergunta decisiva é: esse substantivo provoca a reação ou a experimenta? Se provoca, a forma em -ing corresponde ao sentido pretendido. Se experimenta, a forma em -ed corresponde ao estado vivido. Esse critério decorre diretamente da oposição apresentada pela fonte.[1]

A diferença também afeta o que se afirma sobre uma pessoa. A forma em -ing pode atribuir a ela uma característica relacionada ao efeito que causa nos outros. A forma em -ed descreve sua condição emocional naquele momento ou contexto. Confundir as terminações pode converter a pessoa afetada na suposta causa do sentimento.[1]

Um exemplo compacto e aplicado

Considere uma aula e seus estudantes:

  • The class is boring.
  • The students are bored.

Na primeira frase, a aula é apresentada como aquilo que provoca tédio. Na segunda, os estudantes são apresentados como quem experimenta esse tédio. As duas formas pertencem ao mesmo campo de sentido, mas distribuem papéis diferentes: uma identifica a causa da reação e a outra identifica seus experimentadores.[1]

Se a segunda frase fosse alterada para The students are boring, a descrição deixaria de informar o estado dos estudantes e passaria a atribuir a eles a característica de provocar tédio. A frase continuaria estruturalmente possível, mas comunicaria outra ideia.[1]

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Infográfico: Quem, qual e quanto: localize o referente · material do curso de Inglês

Característica atribuída e estado experimentado

A oposição ajuda a separar duas leituras que podem parecer próximas em português. Com -ing, o falante atribui ao substantivo uma propriedade definida pelo efeito provocado. Com -ed, descreve o estado de um substantivo afetado por esse efeito.[1]

Isso significa que uma pessoa pode aparecer com qualquer uma das terminações, desde que o sentido seja coerente. O fato de o substantivo designar uma pessoa não determina automaticamente a escolha de -ed. É necessário verificar se essa pessoa está sendo descrita como experimentadora da reação ou como origem dela.[1]

A distinção também não depende simplesmente de o estado ser permanente ou passageiro. O contraste documentado se concentra em causa e experiência: -ing descreve aquilo que provoca a reação, enquanto -ed descreve quem a experimenta.[1] A fonte também confirma, em uma correção envolvendo emoção pessoal, que a forma em -ed deve descrever a pessoa afetada, e não a forma em -ing.[2]

Quando as terminações indicam relações participiais

As terminações -ing e -ed não aparecem apenas na oposição entre causa e experiência emocional. Em orações reduzidas, uma forma em -ing pode descrever uma ação em andamento ou uma característica habitual do substantivo. Uma forma em -ed pode introduzir uma descrição passiva, indicando que o substantivo sofreu a ação.[1]

Esse uso participial acrescenta um segundo critério de leitura. Quando não há uma reação a ser identificada, convém observar a relação do substantivo com a ação: a forma em -ing pode apresentá-lo em atividade ou caracterizá-lo por uma ação habitual, enquanto a forma em -ed pode apresentá-lo como afetado por uma ação.[1]

Por isso, a regra causa versus experiência deve ser aplicada diretamente aos pares que descrevem reações. Ela não autoriza concluir que toda palavra terminada em -ing provoca um sentimento ou que toda forma em -ed nomeia uma emoção. As fontes distinguem o uso emocional dos usos participiais de ação, característica habitual e descrição passiva.[1]

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Um critério de decisão para evitar a troca

Uma análise curta pode ser feita em três etapas. Primeiro, identifique se a palavra descreve uma reação. Segundo, determine o papel do substantivo: ele causa a reação ou a experimenta? Terceiro, selecione -ing para a causa e -ed para o experimentador. Esse procedimento organiza a distinção semântica apresentada pela fonte.[1]

Se a frase não tratar de uma reação, examine se a forma reduzida apresenta uma ação em curso, uma característica habitual ou uma relação passiva. A leitura passiva é especialmente importante para reconhecer o estado resultante de algo sofrido pelo substantivo, sem confundi-lo automaticamente com uma emoção.[1]

O teste final consiste em reformular mentalmente o sentido: causa a reação, sente a reação, realiza a ação ou sofreu a ação. Essas quatro possibilidades reúnem apenas as relações documentadas nas fontes utilizadas: provocação e experiência para os adjetivos de reação, além de atividade, característica habitual e passividade para descrições participiais.[1]

Limite da distinção

As fontes utilizadas sustentam a oposição semântica entre causa e experiência e registram usos participiais ativos, habituais e passivos. Elas não fornecem um inventário completo de todos os adjetivos ingleses terminados em -ing ou -ed. Por esse motivo, o critério apresentado aqui deve ser entendido dentro desse recorte, sem transformar as terminações em uma regra universal para qualquer palavra.[1]

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Fontes consultadas

Obras e aulas usadas na redação deste guia. Os números no texto levam a elas.

  1. English Grammar in Use - Fifth Edition, Murphy, Raymond, cap. 7
  2. English Grammar in Use - Fifth Edition, Murphy, Raymond, cap. 12

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